SOMBRA
Como sombras na areia,
Na penumbra do esquecimento buscamos eternidade
Refletidos no pó a dançar ao sabor do vento
A luz de nossos olhos.
Efêmeros nós
Sobre a tênue imagem gasosa de areia
Construímos castelos infindáveis
Enquanto a partícula voa
Enquanto a luz não sana
Enquanto a onda não chega
Existimos.
E depois?
Depois nada mais.
Por que olhas?
Olhas e não vês.
Então por que olhar?
Por que sentes?
Sentes e não vive.
Então por que sentir?
Por que pensas?
Pensas e não entende.
Então por que pensar?
Resumir a vida
É facilitar as coisas.
Aquele abraço ao Analfabetismo Funcional que atinge mais de 50% da população brasileira.