OS VAGOS VALORES VAZIOS
Uma interessante discussão certa feita me chamou a atenção. Alguns amigos debatiam sobre vaidade e coisas do gênero. Ouvi uma frase que me deixou bastante chocado, alguém proferira. – Eu sou metrossexual!
Aquilo soou tão estranho e me deixou no mínimo intrigado. Existe uma liquidez nos conceitos, vocês não acham? A única definição clara da diferença dos sexos são as plaquinhas dos banheiros, as quais podem sofrer contestações a qualquer instante. – Mulheres também usam cartola; e homens, saias.
O mundo era tão mais simples! Mas vale acrescentar outra máxima. Coisa do passado.
Todavia meu questionamento é outro. O que define um metrossexual? Um homem, ou mulher, extremamente vaidoso, correto. Mas o quanto seria extremamente vaidoso? Qual é o parâmetro de vaidade? Pode existir uma regra? Se a pessoa depila 32% do corpo e usa mais de seis espécies de cremes é metrossexual.
Isso, entre outras tantas coisas, me parece mais como uma frenética busca por identidade num mundo cheio de nadas. Uma idealização do superego. Situações naturais. Entretanto, essa necessidade constante de diferenciar-se na multidão me parece algo preocupante. O indivíduo se perde em ativismos, em valores vazios. Enfim, como disse antes, coisas naturais!
E viva o Corinthians!
CEGO
Móveis Coloniais de Acaju
Composição: Roberto Mejía
Quando vi, parado ali,
Um cego a se questionar porque
Não via só a luz do sol
Como a cor do céu
Direcionou o olhar a mim
Quando evitava o encontro ao seu
E com tristeza no falar
Também me perguntou:
“Será mesmo, realmente
Amarelo o sol, e azul o céu
Por que não ser lilás, vermelho
Ou quem sabe seja apenas som?”
Agoniado ao pensar
No que o cego estava a falar
Olhos azuis a escurecer
Meu Deus, o que vai ser?
Sentei, chorei e compreendi
Que não havia só um cego ali
E perturbado ao dizer,
Escute aí você:
"Quem é que não enxerga aqui
Será eu ou você que não percebe?"
Sempre tive um asco horrendo em não perceber. Externalizo meu sentimento simples exatamente igual aos da canção acima.