A FUGA DO HOMEM, DO HOMEM
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[...] O modernismo é um anti-humanismo, porque ele sabe muito bem que a idéia do homem estava ligada à da alma, que impõe a de Deus. A rejeição de toda revelação e de todo princípio moral criou um vazio que é preenchido pela idéia de sociedade, isto é, de utilidade social. O homem é apenas um cidadão. A caridade torna-se solidariedade, a consciência passa a ser o respeito às leis. Os juristas e os administradores substituem os profetas.
Da crítica da Modernidade de Alain Tourine. Trecho a respeito do modernismo e da modernidade. Esclarecedor! Supimpa!
De fato, existem coisas que o homem TEM de conhecer! Lugares que não pode deixar de visitar!
Pro inferno com todo moralismo! Pesquisas antropológicas apontam! Freud já disse! O homem é foda! Em vários sentidos. A libido é soberana! Como pode um ser, um macho, em pleno século XXI – bom em qualquer século – viver sem ter ido uma única vez na zona. Zona, prostíbulo, alcouce, bordel, covil, curro, harém, lupanar, serralho, puteiro, putedo, açougue, castelo, conventilho, casa de passe, casa da luz vermelha, nas tia. É uma idéia inconcebível essa!
E não é somente um caso de saciar o desejo sexual. Não é o caso de comer um cú, ou vários. Não falo sobre ir lá e ter relações sexuais. Os desejos sexuais são tantos, e tão travestidos, que não me espanta quando fico sabendo de seres mais felizes no curral, ou no canil do que em puteiros. Ir na zona é muito mais!
A cerveja na zona é algo místico! Algo indescritível! Item lúdico essencial no pobre cotidiano imaginário das sociedades modernas. A cerveja na zona é cara, mas é foda! Ou pode arranjar uma.
Aquelas moças, as de vida fácil! Fácil é o cacete! Alguém já tentou se colocar na pele delas! Quem saiu com essa de “vida fácil” deve ter sido uma solteirona enrustida. Mas isso não vem ao caso. Aquelas moças, damas da noite, entendem como ninguém o espírito masculino. Com seus elogios subornados. Sua nudez sutil e indiferente. A descontração inabalável e a violenta malícia. O ambiente perfeito. Foi o palco das maiores obras humanas, com certeza! Marx escreveu o capital na zona! Bakunin vivia de puteiro em puteiro. Nietzsche, como ser frágil que era, era dono, cafetão; nos bastidores do prostíbulo profetizava os ditos de Zaratustra. Churchill mandava e desmandava diretamente do quarto 12, ao lado de Mimi, pagando 50 libras por noite.
A zona libera o espírito humano. Aumenta a percepção e os sentidos. Atina e turbina o cérebro. Destrói certos preconceitos e mostra ao homem uma de suas essências. A depravação.
Por isso cara senhora, mulher amiga, dona de casa, você mulher completa no civil e no religioso. Não se sinta traída por tudo isso. Não é demagogia nem simples desejo. Encare a situação de forma leviana. Não conceda, mas entenda esse direito de uma vez por ano seu homem – que não deixa de ser seu – se sentar no balcão de um a casa de má fé e beber aquele fatídico líquido fermentado. Não retire do homem esse direito universal de sentir a pequena e profunda felicidade instantânea.