Os tempos de Braudel, o mercado mundial e a evolução tecnológica.
Historiador ícone da segunda fase da Nova História, em sua célebre obra “O Mediterrâneo” considera os avanços e transformações históricos
Na conjuntura moderna vemos, por vezes - principalmente nos países de terceiro mundo - uma brecha de tempos entre variados campos do saber humano. Essas populações, geralmente, se apresentam como alvo de uma inundação tecnológica produzida nos países industrializados, avanços esses ocorridos de forma rápida se apresentam no “curto tempo”, e, por vezes, trazem consigo valores culturais das nações as quais foram desenvolvidas. Essa comunicação de valores culturais através da tecnologia ocasiona uma mescla cultural tendendo a uniformização e massificação. Assim há um processo de transformação forçosa de aspectos culturais.
Todavia temos a cultura de um modo geral situada nos longos tempos, o conjunto de valores de uma sociedade pode levar gerações para transfigurar. Para tanto temos, pequenos grupos, culturalizados de acordo com nações estrangeira, porém a cultura de massa ficando estagnada em níveis outros níveis.
No Brasil temos bons exemplos, dos rápidos avanços tecnológicos e do lento processo cultural. Um exemplo claro é o processo eleitoral brasileiro. Conceituado mundialmente pelo seu alto grau de confiabilidade, utilizando avanços tecnológicos para sua rápida e plena execução. No entanto, o que realmente faz sentido, em tal procedimento, é sua finalidade. Finalidade essa que resulta de acordo com a cultura e educação geral da sociedade. Percebemos ai, a falta de consciência política em sua execução e continuidade.