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Texto extraido da edição de quarta feira do jornal Diário Catarinense,       p. 10, Artigos.

 

Tem PAC pra tudo

 

            Em artigo publicado em nossa edição desta terça-feira, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), empresário Dilvo Vicente Tirloni, ao comentar o descalabro da educação pública e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) especifico do setor fez algumas considerações eloqüentes a respeito. De fato, no país do faz-de-conta em que vive o governo federal tudo se resolve com um PAC, e tome PAC pra tudo. A sigla PAC, par ao Planalto e seus áulicos, teria o mesmo poder mágico que o grito de Shazam!, que o HQ transformava o frágil rapaz com deficiência física no super-herói Capitão Marvel, “As estradas não estão boas? PAC nelas. O saneamento não existe? PAC nele. O PAC resolve tudo!” – ironiza o articulista, lembrando que, para a educação, o que nunca faltou foi dinheiro. Faltaram – e ainda faltam – eficiente alocação dos recursos e, principalmente, gestão competente e atenta às prioridades. As universidades públicas consomem a quase totalidade do orçamento do MEC. No entanto, apneas 20% dos universitários brasileiros nelas estudam de graça, enquanto 80% pagam os cursos que freqüentam. O dinheiro que falta para que o ensino público de nível fundamental e médio tenha um mínimo de qualidade é consumido pelo superior. Assim, não há PAC que dê jeito.

            No dia 22 de janeiro, quando lançou o PAC, o presidente Lula da Silva anunciou investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010. A ministra-chefe da Casa Civil apressou-se a garantir que o país viraria um “canteiro de obras”. Parte das obras alardeadas – e que continuam no rol daquelas intenções das quais o inferno anda cheio – foi lançada em 1999 no programa Avança Brasil do governo do ex-presidente FHC. E nunca decolaram. O papel, como se sabe, aceita tudo. O governo incluiu no PAC obras que já estavam planejadas, e algumas até mesmo em andamento antes de seu primeiro mandato. Os R$ 503,9 bilhões anunciados em janeiro seriam destinados à área de logística (R$ 58,3 bilhões), investimento em energia (R$ 274,8 bilhões) e programas de infra-estrutura social (R$ 170,8 bilhões). Mas depois disso, a cada viagem e a cada um dos costumeiros e caudalosos discursos presidenciais ou a cada fala de ministro em andanças pelo país, foi PAC para todo o lado. Os bilhões se multiplicaram como os peixes bíblicos em uma inusitada fúria numérica. PAC para os aeroportos, PAC para “universalizar a banda larga”, PAC para a Cultura... Vai faltar dinheiro para tanto PAC. Precisamente, faltarão R$ 136 bilhões além da cifra anunciada dia 22 de janeiro. E agora, de onde sairão esses bilhões? A propósito, onde fica o tal “canteiro de obras?

 

Perdoem-me a palavra de baixo calão que usarei para meu comentário, mas é uma expressão de impacto e insubstituível para essa ocasião

 

Chupa!



- Postado por: Rodrigo L. Mingori às 14h51
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Citação

 

[...]quando queremos compreender o modo de vida de uma sociedade, devemos começar observando o modo pelo qual os homens produzem os meios de subsistência. O modo de agir sobre a Natureza e as relações sociais que se estabelecem entre os homens nesse processo de produção constituem uma determinada maneira de viver, decorrendo daí a forma de organização política, assim como a estrutura ideológica daquela sociedade. (AQUINO, DENIZE, OSCAR, 2003 p. 231)

 

AQUINO em defesa consistente do Materialismo Dialético



- Postado por: Rodrigo L. Mingori às 13h57
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