O EGO DE ARISTÓTELES
Sei que nada sei”. Ta bom! A máxima dos nicks de msn, jargão de todo o filósofo-cientista que diz que não sabe o que sabe! Claro, a tudo cabe a sua interpretação, sei que nada sei, por que o quanto mais sei, vejo que menos sei. Lógica simples. Agora o barbudinho, logo ele que era tão sabido, vem dizer que não sabe o que sabe. Pera ai! Isso ta me parecendo outra coisa, parece que o grande corruptor da juventude além de um problema metafísico tinha também um problema de ego.
Segundo Sigmund Freud, ego, eu. Relativo às minhas vontades. Hoje em dia temos mais sentidos nessa palavra, como auto-gerencia elevada ou auto-satisfação crônica. Bom, nosso amiguinho Aristóteles no meu ver cometeu um equivoco, ao julgar que não sabia o que sabia, é de nosso conhecimento que a intenção de sua frase não é exatamente essa, mas assim deixa transparecer algo que nem sempre aprece no manual de filosofia, esse aparente ego superdotado do discípulo de Platão.
Cada vez que vejo essa frase me pula algo aqui por dentro, pois um dos mais brilhantes pensadores que já vi, diz que não sabe o que sabe! Isso está mais um falso caráter, moralista e pseudo-cientificidade influenciável, que no fundo até da raiva. Concordando com pensador moderno Arnaldo Jabor, “eu, em minha galopante condição de asno”, sinto-me ultrajado por tal blasfema milenar, subjugando muitas gerações posteriores...
Abaixo a falsa modéstia aristoteleana! Melhor, vamos imaginar que Aristóteles foi o gênio que todo mundo conhece, que sabia de tudo que sabia e que tinha muitas duvidas, e por um infortúnio de um dia mal acordado proferiu a sua máxima que nos incomoda dois mil e trezentos anos. Fica assim, ele sabia que sabia e muito, nunca renegou alheiamente seu saber, tinha seus poréns que garantiam-no na ativa e pensante, não precisou dizer que não sabia tudo que sabia, renegando seu conhecimento, para mostrar-nos que sabemos pouco e ensinarmos uma modéstia que aparentemente ele não teve, em renegar assim, todo seu saber que não era pouco! E tenho dito.
Texto cedido e escrito por Anderson Marin Lima, faço minhas vossas palavras, amigo.
Palavras repetidas
Choro. Lágrimas de dor, de tristeza, de saudade e de revolta. Expressão de quem sabe que as coisas não poderão ser como eram até segundos atrás. Nos últimos dias a sociedade tem acompanhado o sofrimento de famílias vitimas da violência cada dia mais cruel e descontrolada. Rio de Janeiro quarta-feira, 7 de fevereiro. A comerciante Rosa
Cristina Fernandes Vieites volta para casa com seus filhos quando para seu Corsa prata no sinal de trânsito na Rua João Vicente,
São Paulo, quarta-feira, 28 de fevereiro. Maria de Fátima está apreensiva esperando o retorno de sua filha que foi ao dentista. O telefone toca e sua filha diz que está saindo do consultório, em Moema e logo estará em casa,
Santa Catarina, sábado, dia 3 de março. Em Joinville, assim como em todos os outros lugares, sábado é dia de culto para os adventistas. Porém, a cerimônia de reinauguração da igreja é interrompida após alguns membros acharem o corpo de um bebê no tanque batismal. A criança foi vista minutos antes brincando no pátio do templo e logo depois acompanhada de um homem. A perícia conclui que a vitima, de apenas 1 (um) ano e 8 (oito) meses, foi estuprada e estrangulada. Alguns dias depois um rapaz de 22 anos confessou o crime. O desempregado estava na cidade de Canoinhas, interior do estado, onde mora. Ele foi a Joinville procurar emprego na época em que cometeu o crime, porém, alegou que não lembra o que aconteceu exatamente pois estava bêbado quando realizou tal barbaridade.
Esses crimes revoltaram a população que organizou passeatas, protestos e até tentaram linchar os criminosos. Porém, quase seis meses depois da ocorrência desses atos violência, eles já são passado sem importância e caem no esquecimento. A comoção que tomou conta do povo brasileiro já não tem a mesma força. Houve debates e discussões acirradas sobre novas leis, diminuição da maioridade penal e nada foi feito. Tudo está voltando ao que era antes. A rotina já volta ao normal, outros assuntos entram em pauta como a visita do Presidente americano George W. Bush que parou São Paulo, o milésimo gol do Romário que se aproxima a cada jogo, a barriguinha do Ronaldo... As coisas já voltaram a ser como sempre foram para a grande maioria da população, mas não para as famílias do João Hélio, da Priscila Aprigio e da Gabrielli Cristina Eichholz. Eles estão sofrendo com a falta de solidariedade que domina os cidadãos e a impunidade que paira sobre o país.
Assim como outros crimes, provavelmente esses entrarão para a galeria de fatos que chocam a sociedade, mas não a mudam. Ou será que mudam? Será que as pessoas vão se unir e lutar contra o crime ou vão deixar tudo como está? Quantas outras vitimas serão necessárias para que os cidadãos percebam que o problema não está só nos políticos que não mudam as leis e nem criam outras que sejam eficazes? Quando vão notar que o problema não está somente no policial corrupto, mas também , e principalmente, em nós, que vemos tudo isso e não fazemos nada simplesmente por que “não foi o meu irmão que foi arrastado por sete quilômetros”.
Palavras repetidas, é preciso mais amor ao próximo para mudar a sociedade, ou a tendência é só piorar e o aquecimento global não vai conseguir adiar o fim do mundo.
Anderson Marin Lima
"Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum".